CÉLIA PINHEIRO DA SILVA - Cadeira nº 14 da ATL- Patrono: Paulo Camilher Florençano

 

PREFÁCIO

A VIDA DE TODO DIA, o novo livro de Regina Célia Pinheiro da Silva

Não é fácil ser poeta. Podemos ficar emocionados com a beleza da paisagem, com o azul do céu, com as cores de um pôr do sol. Do mesmo modo, a luminosidade do luar, o canto dos passarinhos, o quebrar das ondas do mar podem nos encantar. Nem por isso ousamos dizer que somos poetas. Porque para ser poeta é necessário olhar o mundo de uma forma diferente, guiado pela sensibilidade, que vem de dentro da pessoa e aflora de tal modo que ela tem urgência para expressar suas emoções em palavras.Palavras essas dispostas em versos, da forma que se convencionou chamar de poesia, que podem ser rimados ou não, ter número certo de sílabas, ou não. Essa tarefa não é para qualquer um. Mas Regina Célia, privilegiada, sabe ser poeta.

Ao ler seus poemas, percebemos que a autora não é atraída pelos tristíssimos temas como amores impossíveis, ilusões perdidas ou dolorosas separações. Ao contrário, ali sentimos alegria. Alegria de amar e ser amada, saudade de momentos que emocionaram, lembranças da juventude, encontros com amigos, o olhar para a beleza da natureza, o encantamento com borboletas e flores, seu canto de amor e carinho pelos netos.Enfim, sua sensibilidade é capaz de transformar a vida quotidiana em poesia.

Por isso, o título A VIDA DE TODO DIA é perfeito. E nos convida a ler e reler devagar, para bem sorver a beleza dos versos que nos levam aos delicados momentos vividos e sentidos por Regina Célia.

Beatriz de Oliveira Costa Cruz

 

(Academia Taubateana de Letras)

 

Contracapa

Regina é uma amiga de longa data. Juntas compartilhamos, ao longo dessa amizade, viagens, cinema, livros e, até, nossas famílias. Vivemos juntas muitos momentos alegres e alguns, não muitos, momentos tristes. Durante toda essa convivência, percebi que ela sempre está atenta. Atenta a tudo e a todos. Afinal, quantos de nós transformaríamos determinada árvore em poesia? Acredito que muitos passem por ela, aproveitem sua sombra, mas sem notá-la, sem apreciarem sua exuberância. Regina percebe, vê seus detalhes e a transforma em poesia. Ela deixa de ser apenas mais uma árvore, e passa a ter identidade, é “a árvore que abraça a rua”.

E é assim, observando tudo e a si própria, que lança seu 4º livro de poesias, onde se percebe a combinação perfeita entre relacionamentos, amor e vida. É poesia que enternece com sua força, que sacode com sua leveza. É um mergulho em sua alma e na vida: “a vida corre enquanto andas de lá pra cá”. E, não estranhe, se quando chegar à última folha, quiser retomar a leitura. Aconteceu comigo.

Lourdes Ely Luz de Abreu Féres (Lu)